Desparasitação do cavalo: quando e como desparasitar
Conteúdo informativo. Não substitui o diagnóstico nem o tratamento de um veterinário. Perante qualquer sinal de doença, consulte sempre um profissional.
A desparasitação é parte do cuidado sanitário básico do cavalo, mas mudou muito: do calendário fixo tradicional passou-se a uma abordagem estratégica baseada em análises, para travar as resistências. Este guia informativo explica o porquê e as normas gerais, sempre sob critério veterinário.
Por que desparasitar
Os cavalos albergam parasitas internos (sobretudo no aparelho digestivo) que, em cargas elevadas, causam perda de condição, problemas digestivos, cólicas e, em casos graves, danos internos. O controlo de parasitas é necessário, mas a sua abordagem evoluiu para ser mais eficaz e sustentável.
Principais parasitas
Entre os parasitas internos mais relevantes do cavalo estão os pequenos estrôngilos (ciatostomas), os grandes estrôngilos, os ascarídeos (especialmente em poldros), as ténias e os oxiúros, além de larvas de mosca (gasterófilos). Cada um tem o seu ciclo e a sua relevância consoante a idade do cavalo e a época do ano.
A análise coprológica
A análise de fezes (coprológica) permite estimar a carga parasitária de cada cavalo e decidir se precisa de ser desparasitado e com quê. É a base da abordagem moderna: em vez de desparasitar todos por calendário, identifica-se que cavalos eliminam mais ovos e tratam-se de forma dirigida, reduzindo o uso desnecessário de antiparasitários.
Desparasitação estratégica
O uso excessivo e rotineiro de antiparasitários gerou resistências preocupantes. Por isso, hoje promove-se a desparasitação estratégica: baseada em análises, dirigida aos cavalos que mais precisam, nos momentos adequados e combinada com medidas de gestão. O veterinário desenha o plano segundo a exploração, a idade dos cavalos e os resultados das análises.
Medidas de gestão
Para além dos fármacos, a gestão reduz muito a pressão parasitária: retirar os excrementos dos prados com regularidade, não sobrecarregar as pastagens, rotacionar os terrenos, evitar dar de comer no chão e manter uma boa higiene. Estas medidas, combinadas com a desparasitação dirigida, são a estratégia mais eficaz e sustentável.
Perguntas frequentes
Devo desparasitar por calendário fixo?
A abordagem atual prefere a desparasitação estratégica baseada em análises coprológicas, em vez do calendário fixo, para travar as resistências.
O que é uma análise coprológica?
Uma análise às fezes que estima a carga parasitária do cavalo e ajuda a decidir se precisa de tratamento e de que tipo.
As medidas de gestão substituem os fármacos?
Não os substituem, mas reduzem muito a pressão parasitária. Retirar excrementos e não sobrecarregar pastagens são medidas muito eficazes combinadas com a desparasitação dirigida.